Eric Martorell, da HPE, participa da ANDICOM 2026: a Inteligência Artificial sai da nuvem pública e retorna ao data center privado
O Diretor de Private Cloud for AI da HPE para a América Latina e o Sul da Europa chega a Cartagena com uma tese que contraria o que a indústria considerava certo até poucos anos atrás.
Até o final de 2024, a resposta sobre onde a Inteligência Artificial era desenvolvida parecia única: na nuvem pública. Essa certeza começou a mudar. Hoje, cada vez mais empresas e organizações do setor público estão implementando suas próprias nuvens privadas para IA, impulsionadas por razões que as lideranças executivas compreendem claramente: maior controle sobre os dados, previsibilidade de custos e liberdade para escolher modelos abertos.
Essa é a conversa que Eric Martorell Bouvier traz para a ANDICOM 2026.
Trinta e Quatro Anos, Quatro Continentes e Mais de Mil Clientes
Martorell é Diretor de Vendas de Private Cloud for AI da HPE, responsável pela América Latina e pelo Sul da Europa. Há 34 anos atua na HPE e na HP, tendo ocupado posições nas áreas de vendas, marketing, finanças, compras e tecnologia, com atuação na Suíça, nos Estados Unidos, nos Emirados Árabes Unidos e na França. Ao longo dessa trajetória, trabalhou com mais de mil clientes da HPE em todo o mundo.
Sua credencial mais relevante para esta conferência, no entanto, é mais recente: ele estruturou do zero a equipe de Inteligência Artificial da HPE para sua região, que hoje é a mais bem-sucedida da companhia em escala global. Ele não fala sobre adoção de IA apenas de forma conceitual — está conduzindo essa transformação na prática.
Cidadão espanhol e francês, com mestrado em Gestão Empresarial pela EDHEC Business School e atualmente residente próximo a Genebra, Martorell acumula 25 anos de experiência em apresentações para clientes, meios de comunicação e públicos de várias centenas de pessoas. Em uma posição anterior, foi reconhecido diversas vezes entre os melhores apresentadores da HPE em seu briefing center global e representa a empresa em fóruns como os da IDC.
O Problema que Ninguém Previu: Soberania, Confidencialidade e Custo
As iniciativas de Inteligência Artificial desenvolvidas sobre infraestrutura de nuvem pública estão enfrentando três desafios que se tornaram mais evidentes após a euforia inicial.
O primeiro é a soberania. Quando dados e modelos estão hospedados em uma infraestrutura de terceiros, potencialmente em outra jurisdição, a organização pode perder o controle sobre ativos que podem ser críticos ou estar sujeitos a regulamentações. O segundo é a confidencialidade, pois cada consulta enviada a um modelo externo significa que informações deixam a organização. O terceiro é o custo, que pode escalar em projetos de IA de maneiras que poucos orçamentos conseguiram antecipar.
A conferência “Tendências e Estratégias para a Adoção de IA Respeitando os Requisitos de Soberania” parte de uma premissa otimista: hoje já é possível enfrentar esses três desafios sem abrir mão da potência da tecnologia — e com um retorno sobre o investimento que pode ser demonstrado.
Martorell explica por que a Inteligência Artificial, inicialmente impulsionada por um grupo restrito de grandes empresas de tecnologia, está seguindo um caminho mais independente graças à sua chegada aos data centers privados e ao crescimento contínuo do ecossistema de código aberto. Essa combinação muda a equação: tanto organizações públicas quanto empresas privadas podem escolher seu próprio caminho para a adoção da IA, em vez de simplesmente aceitar as opções que lhes são oferecidas.
Essa é a conversa que encerra a agenda da ANDICOM 2026 — e, provavelmente, uma das que terão maior impacto sobre contratos, investimentos em tecnologia e decisões estratégicas nos próximos anos.
Sexta-feira, 4 de setembro · 11h40 · Salão Nueva Granada, Main Academic Forum
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ANDICOM 2026 · 1 a 4 de setembro · Cartagena, Colômbia
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