IA no setor de energia: a rede elétrica que aprende a pensar 

IA no setor de energia: a rede elétrica que aprende a pensar 

04 ago 2026

O sistema elétrico foi projetado para um mundo previsível: geração estável, demanda conhecida, fluxos em uma única direção. Esse mundo não existe mais. Fontes renováveis intermitentes, veículos elétricos, consumo volátil e, agora, data centers que demandam eletricidade em uma escala sem precedentes. Gerenciar essa complexidade apenas com ferramentas tradicionais tem se tornado cada vez mais difícil e custoso.

Por isso, a IA no setor de energia deixou de ser um complemento e passou a integrar o sistema nervoso do setor, ampliando a capacidade de análise, previsão e resposta. A rede não apenas transporta energia: ela começa a pensar.

Uma relação de mão dupla 

A Agência Internacional de Energia (IEA), em seu relatório Energy and AI, descreve uma relação de mão dupla. De um lado, a IA impulsiona a demanda elétrica: o consumo dos data centers cresceu 17% em 2025, muito acima do crescimento global da eletricidade. De outro, a IA também contribui para operar melhor o sistema: permite monitorar redes e transformadores, antecipar possíveis falhas, aprimorar as previsões de demanda e aproveitar com mais eficiência a capacidade existente.

A América Latina já dá passos concretos. No Brasil, a Eletrobras, uma das maiores companhias elétricas da região, avança na incorporação de soluções de IA para fortalecer o monitoramento de seus ativos e agilizar a detecção e o atendimento de falhas. Não é um experimento isolado: é o sinal de para onde caminha a operação energética regional.

Cibersegurança e governança: condição de operação 

O mesmo relatório da IEA, porém, acende um alerta que a região não pode ignorar: a IA também amplia os riscos de segurança. Os ciberataques contra empresas de energia triplicaram nos últimos quatro anos e alguns se tornaram mais sofisticados com o uso de inteligência artificial. Em infraestrutura crítica, a confiança digital não é um acessório: é condição de operação.

O mesmo relatório da IEA, porém, acende um alerta que a região não pode ignorar: a IA também amplia os riscos de segurança. Os ciberataques contra empresas de energia triplicaram nos últimos quatro anos e alguns se tornaram mais sofisticados com o uso de inteligência artificial. Em infraestrutura crítica, a confiança digital não é um acessório: é condição de operação.

O mesmo relatório da IEA, porém, acende um alerta que a região não pode ignorar: a IA também amplia os riscos de segurança. Os ciberataques contra empresas de energia triplicaram nos últimos quatro anos e alguns se tornaram mais sofisticados com o uso de inteligência artificial. Em infraestrutura crítica, a confiança digital não é um acessório: é condição de operação.

O debate que o ANDICOM 2026 coloca em pauta 

Essa interseção entre eficiência, infraestrutura crítica e confiança digital é exatamente o tipo de discussão que o ANDICOM 2026, o principal congresso de tecnologia e inteligência artificial da América Latina, coloca em pauta. A agenda acadêmica, já disponível, confirma: o CINTEL AI Forum abre justamente com essa pergunta, como passar de pilotos de IA a valor real com governança responsável, e reúne um painel dedicado a quanta governança a IA realmente precisa, construído sobre o trabalho que o CINTEL vem liderando na matéria. Sob a temática Unleashing the Power of AI, o congresso reunirá, de 1º a 4 de setembro de 2026, em Cartagena das Índias, líderes dos setores de energia, tecnologia, cibersegurança e política pública para analisar como liberar o poder da IA nos sistemas que sustentam o funcionamento de toda uma sociedade.

Sua organização já tem uma resposta para esse debate? 

Convidamos você a conhecer a agenda acadêmica aqui. 

Fontes 

  • IEA – Energy and AI (2025) 
  • IEA – Key Questions on Energy and AI (2026) 
  • Inter-American Dialogue – Can AI Improve Latin America’s Power Grids? 
  • CINTEL – Governança de inteligência artificial e dados (maio de 2026) 
  • ANDICOM 2026 – Agenda Acadêmica